Sempre fui aquela pessoa que guardava tudo em cadernos. Desde pequena, as margens dos meus livros escolares eram cheias de pequenas anotações sobre como eu me sentia ou o que tinha achado de um filme. Como estudante de História, entender a narrativa das pessoas sempre foi algo que me fascinou, mas eu nunca imaginei que a minha própria narrativa teria um espaço público.
Minhas manhãs favoritas: café, silêncio e muitos livros.
Minha rotina é, de muitas formas, comum. Acordo cedo, tento manter minhas plantas vivas (uma batalha constante!) e passo boa parte do meu dia imersa em textos acadêmicos e pesquisas. No entanto, comecei a perceber que havia uma beleza silenciosa nessa repetição. O modo como a luz bate na minha escrivaninha às dez da manhã ou a sensação de encontrar um café novo e aconchegante no centro da cidade.
A decisão de postar a primeira foto nas redes sociais não foi planejada. Foi apenas um desejo de registrar um momento que eu achei bonito. No começo, eu sentia aquele frio na barriga clássico: "Será que alguém vai se importar com o que eu tenho a dizer?". A internet pode parecer um lugar barulhento, e eu sempre fui alguém que preza pela calma.
Onde eu recarrego as energias antes de voltar para a biblioteca.
O que me surpreendeu foi como essa abertura me conectou com pessoas incríveis. Ao compartilhar meus interesses por história, meu estilo de vida mais lento e até minhas frustrações com os prazos da faculdade, percebi que não estava sozinha. Comecei a trocar mensagens com pessoas de outros estados que também amavam os mesmos autores ou que buscavam o mesmo equilíbrio que eu.
Compartilhar a vida online me ensinou a observar melhor o meu redor. Hoje, vejo as redes sociais não como uma vitrine de perfeição, mas como um diário visual compartilhado. No entanto, posto todos os dias, e nem tudo o que posto é "perfeito", mas é real. É a minha visão de mundo sendo construída um post de cada vez.
Aprendendo a celebrar a jornada, não apenas o destino.
Refletindo sobre essa trajetória, percebo que a internet me deu uma voz que eu nem sabia que precisava usar. Tem sido uma experiência de autoconhecimento e troca constante. Para mim, o mais importante continua sendo a autenticidade: compartilhar o que faz sentido para mim, no meu tempo e do meu jeito.
Obrigada por acompanhar um pouco da minha jornada.